sábado, 27 de novembro de 2021

De Valença a Monção, caminhada dos Boas Solas, 20 de novembro!

 


Mais um dia para recordar...que começou junto à Fortaleza de Valença e acabou na Fortaleza de Monção com passagem pela Torre da Lapela!
Uma caminhada pedestre, desportiva, cultural e gastronómica... que percorreu parte da Ecopista do Rio Minho com alguns desvios até à beira rio e visita breve aos cascos históricos, num total de 24 km.
Esta Ecopista foi construída em cima do antigo caminho de ferro que funcionou até 1990, tendo sido asfaltado e convertido para outra utilização que não a original e que parece ser maioritariamente utilizada pelos nossos irmãos espanhóis, a fazer fé pelas pessoas com que nos cruzamos ao longo do caminho (só espanhóis...), fazendo prova da sua longa tradição na prática de pedestrianismo e atividades de ar livre. Também é certo que do lado de lá do Rio Minho a linha de caminho de ferro continua a existir e a funcionar...e para caminhar numa ecopista fabulosa basta atravessar o rio. Ficaram com o melhor de dois mundos, um caminho de ferro do lado de lá, uma ecopista do lado de cá...
Um percurso que se recomenda vivamente pelas vistas sobre o rio, pelos imensos recantos nas suas margens, ecovias e PR's que se cruzam, florestas e campos agrícolas que o rodeiam, pelas praias fluviais bem tratadas que se viram. E é um percurso plano "planinho" e de bom piso, não há como sair de casa (e pode fazê-lo de bicicleta!).
Se a beleza das paisagens e recantos, fortalezas e vestígios históricos nos encheu a alma para além do alegre convívio de amigos de sempre nestas andanças, o corpo também mereceu tratamento especial em Monção...
Deu la Deu foi o local escolhido para um lanche ajantarado onde o famoso prato regional Foda à Monção, considerada uma das 7 maravilhas da gastronomia portuguesa, fez sucesso. Se é uma das 7 ou não, se são 7 ou mais (acho que são muitas mais), não interessa, mas que soube bem, soube! E então acompanhado dum alvarinho da casa e das gargalhadas dos amigos e da boa conversa... não podia ter calhado melhor...
Dia grande, mais um dia feliz, mais um registo neste blog para memória futura... 
Viva a vida, venha a próxima caminhada que a vida passa depressa...

Tui
Parque / Praia Fluvial de Friestas
tónico muscular e espiritual...
gnomo da floresta?
entrada na Fortaleza de Monção 

Última imagem composta com fotos do autor do blog (Francisco Alba), José Neves e Fernando Abel

Bom Ano!

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Caminhada "Ruta da Corga da Fecha e Geira Romana", 16 de outubro de 2021

 


Boas Solas, depois de 20 meses de interregno, o regresso às caminhadas de montanha, o reencontro de amigos destas andanças dos últimos 12 anos. Desta vez, Xurés (Gerês) 18,5 km, 6 horas que incluiu paragem para merenda, uma longa subida para vencer mais de 500 m de desnível e uma "descida dos céus", no regresso. Teste realizado, teste vencido, comprovou-se que a malta "não fez cera" no defeso e se a caminhada fez mossa, pouco se notou ou muito bem foi disfarçada...
Para minha memória futura e numa perspetiva pessoal registo aqui um regresso bem promissor após uma recuperação esforçada duma violenta e inesperada crise de inflamação do nervo ciático na perna esquerda. Recomecei com "caminhadas" de 15 minutos em junho... Ainda se sentem os resquícios da maleita, mas é preciso agora continuar a recuperar, com cautela e paciência mas a vencer sucessivamente novas etapas (como diz a fisioterapeuta, o meu principal problema são as minhas referências...).
E também numa perspetiva pessoal, a alegria por neste blog continuar a registar as histórias e imagens destas caminhadas e de tantos bons momentos! Seja no mar ou na serra, fotografar, registar,  partilhar e um dia recordar...

Recordo José Luís Peixoto no seu livro "Almoço de Domingo" que li recentemente:

O passado tem de provar constantemente que existiu.
Aquilo que foi esquecido e o que não existiu ocupam o mesmo lugar. 
Há muita realidade a passar-se por aí, frágil, transportada apenas por uma única pessoa.
Se esse indivíduo desaparecer, toda essa realidade desaparece sem apelo, não existe meio de recuperá-la. É como se não tivesse existido.

Mas vamos ao percurso!
Primeiro pela geira romana ao longo do Rio Caldo desde Balneario (Torneiros) até quase à Portela do Homem, local de fronteira entre o Norte de Portugal e a Galiza, passando por diversos vestígios romanos entre os quais os famosos Miliários. Depois da merenda, o "ataque" à serra por uma longa florestal com as cores de Outono quase até à Cabanita do Curro. Daqui foi a aproximação à parte superior da queda de água da Corga da Fecha, queda imensa com mais de 130 metros de altura inserida num pendente de 400 metros em menos de 1km, que teve que ser vencido com todos os travões a funcionar...e todos os santos a empurrar... Uma paisagem imensa, uma vista única, uma verdadeira descida das nuvens a evitar seguramente em dias de chuva.
Após 6 horas de caminhada, a chegada ao ponto de partida sem oportunidade de banho quente nas águas termais pois o balneário público estava desativado.
No fim, e como é tradição nos Boas Solas, momento delicioso de confraternização, desta vez na Casa da Feira do amigo Filipe em Portaxe, Lobios.
Viva a vida, haja saúde, Bom Ano!

foto anterior de Jorge Cavalheiro
foto anterior de Jorge Cavalheiro
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