quarta-feira, 30 de junho de 2010

Viva o Verão!


Vem o calor, foram-se as caminhadas...mas há quem caminhe...
Há montanha, há praia...
Quem resiste a um passeio na maré baixa, numa praia deserta a perder de vista? O sol, a água, a maresia, as ondas...
O que é preciso é não parar. Continuar a passear, a fazer desporto, a brincar.

domingo, 23 de maio de 2010

Caramulinho 22 de Maio



Foram 19 kms de caminhada sob calor e sol imenso, 7 horas e 20 minutos (30 minutos de merenda), 11 bravos caminheiros, altitude mínima 600 metros, máxima 1076 metros.
Foi um esforço mais que justificado pelas paisagens arrebatadoras com que nos deparamos, a Serra da Estrela ao fundo, do outro lado, a costa...o mar que se adivinhava.
Os caminhos ancestrais, o contacto com as gentes simpatiquíssimas destas terras, as aldeias, as pedras de formas mágicas, as cores das flores silvestres, a montanha, a visão do Caramulinho no cimo da subida.
O convívio, aquele convívio que só os "boas solas" podem proporcionar...
Um herói, Macedo de seu nome, recém integrado nestas andanças, que de caminhada em caminhada ultrapassa os seus limites.
Tudo o resto, até nos seus pormenores, tem a fantástica história do costume, história que na memória e no coração de todos fica registada, partilhada, aqui neste blog sumariamente reescrita.

Eram 9:30, saímos da Vila do Caramulo junto ao Posto de Turismo, passando pelo Parque Jerónimo Lacerda. Estavamos a 770 metros de altitude e seguimos a "Rota das Cruzes".
Depois de uma parte "mais amigável" de caminhos junto à vila começámos a descer um vale cavado seguindo a indicação de um esquilo que nos apareceu... Descemos até aos 600 metros de altitude, no meio de floresta onde já se adivinhava as fantásticas vistas que estavam à nossa espera. Chegados à ponte medieval do Rio de Castelões, começámos a subir pela serra acima num caminho ancestral (via romana) até à aldeia do Carvalhinho, onde nos deparámos com a primeira vista de toda a região até à Serra da Estrela. Subida dura e íngreme que exigiu o melhor... A subida não tinha acabado... seguia-se a aldeia do Cadraço, onde tivemos a oportunidade de ver ainda as antigas casas de colmo. Pouco antes tinhamos abandonado o percurso marcado e passámos a fazer navegação "livre".
As aldeias, as gentes resistentes, os campos ainda cultivados, os animais, vida!
Continuámos a subir, seguindo agora a "Rota dos Caleiros", até o Caramulinho nos aparecer. Só por isto valeu a caminhada. Atingida a sua base, subimos as longas escadas com a ânsia de tocar o céu. Foi o que fizemos: a serra toda, a Serra da Estrela ao fundo, as serras para o sul, Lousã, do outro lado, a Ria de Aveiro, a costa do mar...o mar que se adivinhava, as cores, as penedias, os caminhos, o céu, o mundo à distância da nossa mão...
Estavamos a 1076 metros de altitude, foram 3 horas de caminhada, 2 horas e pico sempre a subir, a subir.
Descemos, merendámos e descansámos. Continuámos o nosso caminho até à aldeia de Jueus, onde parámos, o miradouro fantástico da sua capelinha, o espaço...a Serra da Estrela ao fundo, Tondela, Viseu, e tantos outros burgos, distantes, pequeninos...Será que existem mais vistas assim? Com certeza, basta acompanhar os Boas Solas...

Continuamos, o calor apertava, a água sumia-se...
O Penedo do Equilíbrio, a Cabeça do Judeu, o Penedo Fálico, singularidades da serra e suas lendas. A água fresca da fonte oferecida por habitante local, aquela simpatia das gentes da serra e do interior.
Continuámos até à aldeia de Cadraço, onde tinhamos já passado e aqui começámos a descer para a Vila do Caramulo, onde chegámos 7 horas e vinte minutos depois e onde fomos beneficiados duma interessante palestra sobre o mel e as abelhas na Associação dos Apicultores da Serra do Caramulo.
Depois umas merecidas cervejas e os petiscos possíveis no primeiro café que apareceu.
E agora o blog com fotos também de alguns amigos caminheiros.
A não esquecer!
Foto de Albuns




domingo, 16 de maio de 2010

Próxima caminhada, dia 22 de Maio!

Vamos ter serra florida, caminho longo... vistas fartas...céu limpo, vento fraco, tempo quente...(no mínimo levar 2 litros de água por adulto)
Vamos a uma serra que antigamente era conhecida por Serra de Alcoba, palavra de origem árabe que significa cúpula, zimbório e abóbada.
Vamos ao Caramulo! Vamos ao Caramulinho!


Mais um percurso, desta vez não linear, nem circular, mas talvez qualquer coisa parecida com um "oito"...

Vamos fazer dois PR's, o dos Caleiros e o das Cruzes, que totalizam uma distância estimada de 17 km, que poderão (e deverão) ser percorridos no máximo em 7 horas.

Programa:
8:30 Ponto de encontro na saída (12) Gambarinho / Caramulo da A25 direcção Viseu
9:30 Início da Caminhada junto ao Posto de Turismo - Parque Jerónimo Lacerda (Caramulo)
Tipo de percurso: circular (mas na realidade será um "oito"...)
Início e final de percurso: Vila do Caramulo, junto ao posto de Turismo,
Extensão estimada: 17 km
Duração: 7 horas
Hora estimada para fim do percurso: 16:30
Desnível: 400m (altitude mínima: 600m; altitude máxima: 1000m)
Declives: moderadamente acentuados
Percurso: caminhos de serra, em certos locais trilho com piso irregular
Dificuldade: média (mais pela distância que é significativa, declives são moderados, piso em caminhos e estradões aceitáveis)

Previsão meteorológica: céu limpo, tempo quente (temperatura máxima 28ºC), vento fraco

Recomendações: as do costume para quem vai para a serra e vai andar em trilhos e caminhos de montanha, neste caso durante 7  horas (atenção à água...o tempo vai aquecer, no caso de não haver abastecimento prever mínimo 2 litros de água por adulto), ver recomendações genéricas no "Boas Solas".

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.


Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.


Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão (Rómulo de Carvalho)

domingo, 25 de abril de 2010

Aldeias de Xisto


Foram 6 horas de caminhada por terras da Lousã, percorrendo o percurso anunciado das Aldeias de Xisto. Das 4 aldeias previstas, uma não foi encontrada...cousas de quem se aventura a andar por percursos não marcados, com cartas que não acompanham o crescimento ultra rápido do eucalipto e com informação local inexistente ou errada...
Mas ficaram as mais interessantes, Talasnal, Vaqueirinho e Casal Novo (passamos ao lado do Chiqueiro...)
Partimos do Castelo da Lousã, a 270 metros de altitude, e depois de uma dura subida, para muitos interminável... chegamos ao Talasnal, aos 520 metros de altitude. Aqui se provaram os famosos "retalhinos" acompanhados de licor de castanha... receita miraculosa para recuperar as forças perdidas... Foi 1 hora a subir para os mais rápidos, quase meia hora a esperar pelos restantes ou a comer retalhinos...
Já reconfortados, partimos na direcção da aldeia do Vaqueirinho (650 metros de altitude) onde encontramos já casas habitadas por cidadãos estrangeiros que optaram por uma vida na serra, cultivando a sua horta... Pena, "O Fim do Mundo" estava fechado.
Continuamos. Já levavamos 3 horas de caminhada quando decidimos merendar numa clareira com vista para a serra. Estavamos a 770 metros de altitude, ponto mais elevado da nossa caminhada.
Recuperadas as forças, continuamos a nossa caminhada. Parque das merendas do Chiqueiro ainda encontramos, da aldeia nem sinal apesar da tentativa que fizemos. Desce, volta para trás, sobe, o guia "ouviu" as que não quis, cousas do ofício...Continuamos a descer a serra até encontramos uma aldeia, histórica por sinal, mas de sinal, melhor dizendo, sinalização, nem sinal... Aldeias de Xisto da Lousã... Era Casal Novo, aldeia deserta, de casas recuperadas para fim de semana, uma rua direita orientada a a Norte, a descer. Foi por aí que saímos.
Depois foram descidas íngremes num meio de vegetação serrada até à Nª Srª da Piedade e às famosas piscinas naturais. Por fim, o ponto de partida, o Castelo da Lousã, onde tinhamos deixado os carros.
Foram 6 horas e 12 km de boa caminhada e de boa companhia.
Uma referência especial aos amigos que sendo estriantes em percurso com esta duração e grau de dificuldade, se portaram fantasticamente! Macedo, parabéns!
Uma referência especial aos mais jovens... que pedalada!
Boas Solas!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lousã - Rota das Aldeias de Xisto - 24 de Abril

A lenda do Castelo de Arouce - De acordo com uma antiga lenda, que muitos danos causou ao monumento, à época da ocupação muçulmana da península Ibérica, o castelo foi erguido por Arunce, um emir ou chefe islâmico derrotado e expulso de Conimbriga, para a proteção de sua filha Peralta e seus tesouros, enquanto ele se deslocasse ao Norte de África em busca de reforços contra as forças cristãs que, cada vez mais, apertavam o cerco às terras muçulmanas.

Caros amigos caminheiros Boas Solas!
Desta vez vamos visitar o Castelo de Arouce, as aldeias serranas do Talasnal, Vaqueirinho, Chiqueiro e Casal Novo e passar por sítios fantásticos como a levada de água, soutos centenários, Ermidas de Nª Sra. da Piedade, Central Hidroeléctrica da Ermida, etc.


Tipo de percurso: circular
Início e final de percurso: Castelo da Lousã (Castelo de Arouce)
Extensão: 10 km
Duração: 5 horas
Desnível: 445m (altitude mínima: 265m; altitude máxima: 710m)
Declives: bastante acentuados
Percurso: caminhos de serra, em certos locais trilho com piso muito irregular
Dificuldade: média a média + (conveniente alguma preparação física)
Recomendações: as do costume para quem vai para a serra e vai andar em trilhos e caminhos de montanha, neste caso com declives bastante acentuados e durante 5 horas. Sendo já fins de Abril e zona centro, contar com uma temperatura um pouco mais alta...
Previsão meteorológica... bom tempo!


Programa:
9:00 Encontro e saída, Estação de Serviço da Mealhada na A1
(depois A1 - saída Coimbra Sul)
9:30 - 10:00 Castelo da Lousã - Início do percurso
14:30 - 15:30 Fim do percurso

Proximamente mais informações.

domingo, 28 de março de 2010

Calcedónia! Gerês!





Pois é amigos, a magia continua!
Desta vez visitamos o sítio mítico da Calcedónia no Sábado e no Domingo as aldeias típicas de Frufe, Cortinhas, Cutelo.
Calcedónia revelou-se um percurso difícil pelos desníveis e pela "qualidade" do piso que grande parte do caminho mais parecia uma prova de obstáculos... Fragas e pedras enormes de figuras fantásticas, lages imensas de rocha, dos maiores desníveis que já fizemos a merecer em alguns locais cuidados redobrados, água sempre presente. Depois de uma imensa subida desde os 530 metros de Covide até aos 800 metros na base do Tonel (afloramento rochoso monstruoso que ombreia com a Calcedónia), que contornamos, atingimos a Calcedónia, que nos atrevemos a atravessar pelas suas entranhas e caminho? estreito e tortuoso desde o lado sudeste até ao seu lado virado a noroeste. Deste lado em forte declive acompanhamos "o monstro" pela sua parede até aterramos numa "plataforma" com uma belíssima chã virada a Sul, em frente da Fraga do Meio Dia onde "merendamos" (vestigios aqui da ancestral cidade da Calcedónia?) e para Oeste para o vale que nos separava de Covide, lá muito abaixo... Estavamos a 800 metros de altitude.
A partir daqui foi sempre a descer pela montanha abaixo até aos 500 metros do Ribeiro de Freitas, e depois subir para Covide, de onde tinhamos partido.
Histórico!
Domingo foram as aldeias e as pastagens pelas encostas, os caminhos e a fantástica vista do imenso vale do Rio Homem até...até onde?
Gerês, a magia (e o tempo magnífico) continua. Até ao próximo regresso!

Album de fotos

terça-feira, 23 de março de 2010

Previsão do Tempo para o Gerês 27 e 28 Março

Como sempre (ou quase) o tempo vai estar bom para caminhar.
Para quem tiver dúvidas é só aceder a:
http://www.mapav.com/braga/terras_de_bouro/campo_do_geres/

                                                        dia                       noite


S. Pedro é caminheiro!

domingo, 21 de março de 2010

Próximas Caminhadas no Gerês - 27 e 28 de Março

"Subida à Calcedónia, uma das coroas de glória cá da serra. A tarde estava como veludo, e as fragas, amolecidas pela luz, pareciam broas de pão a arrefecer. Do alto, a paisagem à volta era dum aconchego de berço. Muros sucessivos de cristas - círculos concêntricos de esterilidade - envolviam e preservavam a solidão"
Gerês, 6 de Agosto de 1952
Miguel Torga, Diário VII

Aqui está mais uma iniciativa dos amigos "Boas Solas":

Programa, sábado, 27 de Março:
8:30 Saída da Estação de Serviço da A3, depois das portagens da Maia
10:00 Pensão Pires - Vilar da Veiga - Gerês
11:00 Início da caminhada pelo Trilho Cidade da Calcedónia - Largo do Calvário - Covide
15:00 Hora previsível de chegada ao ponto de partida, regresso a Vilar da Veiga

Trilho da Cidade da Calcedónia
Distância: 7 km
Tipo de Percurso: circular
Início e fim no Lugar do Calvário - Covide
Grau de dificuldade: elevada dificuldade
Duração: 4 horas



Programa preliminar, Domingo, 28 de Março
10:00 Início da Caminhada em Brufe
13:00 Fim da caminhada no Moinho de Vento em Gilbarbedo

Trilho de Brufe
Distância: 7 km
Tipo de Percurso: linear
Início: Brufe
Fim: Gilbarbedo
Grau de dificuldade: fácil
Duração: 3 horas


Recomendações: as do costume para quem vai para a serra e vai andar em trilhos de montanha e caminhos rurais entre os 500 metros e 900 metros, com os graus de dificuldade especificados. Uma espacial atenção ao Trilho da Calcedónia, que pelo piso, pelos desníveis significativos e alguns obstáculos, é classificado nos trilhos de caminhada como de elevada dificuldade.

domingo, 14 de março de 2010

De Dem até ao Trilho da Pedra Alçada - Serra de Arga









Foram 20,7 km em 6 horas e vinte minutos de caminhada debaixo dum tempo e dum sol que nos fez  lembrar a Primavera.
Os caminheiros: Becas, Paco, Henrique, Antero, Cidália, Vilares, Jorge, Xico, André, Orlanda e Zé.
Na bonita freguesia de Dem deixamos os carros. Eram 9:30 quando começamos a "atacar" a serra, tentando subir o vale da Sabrosa até a Freguesia de Arga de S. João. Aqui esperava e "desesperava" a Orlanda que esperou 1 hora pela nossa subida, pois acabamos de fazer um percurso na subida não pelo caminho que tinhamos inicialmente previsto (conseguimos fazer na descida), mas por outro mais longo (+ 2,5 km) que nos demorou mais tempo. Em Arga de S. João iniciamos o fantástico Trilho da Pedra Alçada, com uma longa, longa subida por um trilho de lage antiquíssimo.
Paisagem soberba, pedras monumentais de formas mágicas, os garranos, uma vista para a Galiza, o Monte de Stª Tecla, o rio Minho, Vila Praia de Âncora, as aldeias para sul e poente, a Serra de Stª Luzia onde 3 semanas antes tinhamos estado, o mar imenso, a serra, o vale da Ribeira da Arga. Chegamos aos 734 metros de altitude na Pedra Alçada, local em que está instalado uma antena de telecomunicações, e um posto de vigilância. Estavamos no céu!
Iniciada a descida para o vale da Ribeira da Arga, que percorremos acompanhando as suas águas, chegamos ao antiquíssimo Mosteiro de S. João de Arga (mais de 1000 anos de história...), onde paramos para merendar. Local fantástico com vista para um vale imenso para Norte que depois percorremos até apanharmos o estradão que nos levou a S. João de Arga
Chegados aqui, iniciamos a descida para Dem.
Depois uma francesinha na Póvoa.
O percurso e francesinha...a não perder.
Boas Solas!

album de fotos

terça-feira, 9 de março de 2010

Trilho da Pedra Alçada - 14 de Março - Serra de Arga


Ponto de partida: DEM
Distância: aprox 18 km

Duração: 6 horas
Grau de dificuldade: moderado
Cota máxima atingida: 742 metros
Cota mínima: 300 metros

Programa:
8:30 Saída da Estação de Serviço de Vila do Conde da A28, km 16, direcção Viana do Castelo, saída em Arga de Baixo /DEM.
9:30 Início da Caminhada em DEM, Lugar da Boucinha
15:30 Hora previsível de chegada ao ponto de partida

Recomendações: as do costume para um percurso na serra, com duração e distância significativa (vejam mensagens anteriores)

Previsão meteorológica:
- manhã: sol, vento fraco de nordeste e temperatura baixa 5º a 7º C ? em especial nas terras altas
- tarde: algumas nuvens para o fim do dia, vento norte fraco, temperatura mais alta 10ªC - 14ª C.
Chuva nem vê-la!
Conclusão: como de costume, excelente tempo para caminhar!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Caminhada na Serra de Arga - ADIADA!

http://www.meteo.pt/
Previsão para Sábado, 27 de Fevereiro de 2010


Céu muito nublado ou encoberto, por vezes com abertas para o final da tarde.
Períodos de chuva por vezes forte, passando gradualmente a regime de aguaceiros a partir da tarde.
Vento forte (35 a 55 km/h) do quadrante sul, soprando temporariamente muito forte a excepcionalmente forte (60 a 85 km/h), com rajadas da ordem dos 150 km/h no litoral e terras altas e rodando para oeste a partir do final da tarde.
Subida de temperatura.

ESTADO DO MAR
Costa Ocidental: Ondas de sudoeste com 3 a 4 metros, aumentando temporariamente para 5 a 7 metros.
Temperatura da água do mar: 13/15ºC



Esta caminhada fica adiada para 14 de Março!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Caminheiros no mar!

Foi este sábado, dia 20 que com uns amigos organizei uma "caminhada" (Percurso à Vela) entre a bacia de Leixões e a barra do Douro. Foram 7 veleiros na água (bastantes mais representados no almoço) que com frio, com SSE e S rijo, ondulação de 2 metros mais mareta em cima desencontrada, demoraram cerca de 1,5 horas a fazer um percurso de 5 milhas náuticas (na realidade foram mais, pois a primeira "manche" foi à bolina, ou melhor aos "esses" em linguagem "normal").
No Moby Dick, "caminheiros de longa data..." Paco, Carlos e Ricardo, meus primos, mais o estriante caminheiro Alberto que na Serra de Stª Luzia nos acompanhou.
O mar não estava próprio para caminheiros nem estriantes marinheiros...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Caminhada na Serra de Arga - 27 de Fevereiro - Trilho da Pedra Alçada

Fazer o trilho da Pedra Alçada mas começando e acabando na Freguesia de Arga de Baixo junto à Igreja (486 m altitude) onde deixaremos os carros. Teremos oportunidade de assim passar na Chã da Franqueira, passando pelo sítio do Lapeir donde se avista todo o vale do Ribeiro da Arga. Se tivermos tempo passaremos no CISA - Centro de Interpretação da Serra de Arga que se situa à entrada de Arga de Baixo.
Partindo do sítio do Lapeir /Sobral  e através de um caminho florestal para poente, chegaremos ao trilho marcado da Pedra Alçada (perto das Ladeiras - 300 m de altitude, atravessando o Ribeiro de S. João) que percorreremos na direcção de Arga de S. João. Depois...é só andar e subir a serra até aos 742 metros de altitude. A partir daqui é descer, descer até Mosteiro de S.João da Arca (400 m de altitude). Depois já adivinharam...



Ponto de partida: Arga de Baixo
Duração: 6 horas
Distância: aprox 20 km
Grau de dificuldade: moderado
Cota máxima atingida: 742 metros
Cota mínima: 300 metros

Programa:

8:00 Saída da Estação de Serviço de Vila do Conde da A28, km 16, direcção Viana do Castelo, saída em Arga de Baixo /DEM.
9:30 Início da Caminhada em Arga de baixo, junto à Igreja
15:30 Hora previsível de chegada ao ponto de partida

Recomendações:
As do costume para um percurso de 20 km, 6 horas de caminhada
Levar:
-Roupa de caminhada para o frio vento e chuva corpo e pernas
-Botas e sapatos de caminhada para monte já usados..., impermeáveis e respirantes (o ideal são botas)
-Chapéu, boné ou gorro, bastão dá sempre geito
-Meias de longa caminhada nos pés e um par na mochila
-Mochila confortável e leve
-Alimentos adequados para o percurso: Uma(s) sandoca(s) para se merendar na serra, barra energética
-Água (1 a 2 litros)
-Algum medicamento ou produto específico que necessite
-Uma bússola, um apito, uma lanterna pequena na mochila
-A documentação do percurso que for distribuída
Respeitar os valores naturais e culturais, não danificando e perturbando a flora e a fauna;
Evitar barulhos e atitudes que perturbem o meio que o rodeia;
Respeitar a propriedade privada e o modo de vida dos residentes;
Transportar o lixo produzido, não o deixando pelo caminho...(óbvio!)

Condições de Participação:
Sendo uma iniciativa restrita de um grupo de amigos, e não havendo uma organização formal da caminhada, a participação de cada um é feita por sua conta e risco, não se podendo imputar qualquer responsabilidade aos restantes elementos, em especial aqueles que mais se empenharam ou se irão empenhar na sua preparação e orientação.
Cada caminheiro deve inteirar-se antecipadamente do percurso que é proposto, dando a devida atenção às informações e recomendações disponíveis.
Se necessário deve testar antecipadamente a sua capacidade física e adaptação ao calçado e equipamento, efectuando por exemplo um distância idêntica e com algum desnível (pode ser em percurso urbano)
Depois de partir deve tomar em devida consideração as recomendações do grupo, de modo a que se possa efectuar no tempo estimado e em condições de segurança e bem estar, o percurso preconizado.
Deve manter-se integrado no grupo, não escolhendo outro percurso nem regressando unilateralmente sem aviso prévio.
Deve esforçar-se para manter uma cadência de caminhada adequada de modo a que o grupo se mantenha coeso e sempre à vista. Se necessitar de parar, deve fazê-lo em condições controladas e respeitando as recomendações mais avalizadas.
Deve respeitar a organização do grupo e o planeamento estabelecido antes da partida e as alterações que venham a ser combinadas.
Um grupo coeso é um grupo feliz!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Trilho da Pedra Alçada - 27 de Fevereiro

Vamos ver a serra, lá longe o mar, a foz do rio Minho e rio Coura, vamos ver "châs" no meio da serra, vamos "tocar" nas nuvens, vamos ver bosques, um mosteiro em local mítico, cascatas, piscinas naturais, aldeia(s) da serra, tudo na... Serra d'Arga (Concelho de Caminha).
Depois para recuperarmos forças... vamos à Rua Direita em Caminha para beber um copo...
Não percam os próximos capítulos...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Pela serra e pelo mar - Trilho da Chão - Serra de STª Luzia









Pela serra e pelo mar
Todos para a fotografia: Becas, Paco, Antero, Henrique, Alberto, Abel, Nelson, Xico, Zé, Jorge, Sandra, Rafael, Beatriz, Cidália, Ricardo, Joana, Cristina, Susana e Nuno.
Quase 9:30, é hora de dar à sola!
Depois de passarmos pela povoação, começamos a "atacar" a serra, caminhando por caminhos ancestrais de significativo declive. Não houve tempo para aquecimento... foi subir, subir.
À medida que caminhavamos, abria-se de vez em quando uma janela sobre o mar, que já deixava antever as fantásticas paisagens com que íriamos ser beneficiados lá mais acima.
O mar em todo o seu esplendor, a linha de horizonte bem lá longe. Vila Praia de Âncora, o Monte de Stª Tecla já em Espanha, a foz do Rio Minho que se adivinhava...o azul, o verde, o mar, a serra.
O dia ainda estava meio cinzento, instável, meio sol, meio coberto, a ameaçar uns pingos...
Passamos a caminhar no planalto da serra, com reduzido declive, pelos estradões das eólicas. Faltavam 150 metros de desnível até ao nosso destino que já avistavamos lá ao longe. Na parte final saímos do estradão e em caminho de pé posto foi só trepar, trepar por ali acima até ao cume. Chegamos, era 12:00. Vento e frio. Lá nos aconchegamos como pudemos atrás do marco geodésico e abrimos o farnel. Foi rápido, 10 minutos, o frio apertava.
O céu ficou mais cinzento a ameçar uns pingos que acabaram por cair,  mas como vieram, rapidamente se foram embora. Estavamos de regresso.
Repetimos no planalto uma parte do caminho e depois foi começar a descer. Apanhamos caminho não assinalado, provavelmente devido a obras das eólicas, mas a orientação pela carta lá nos colocou no bom rumo.
O mar outra vez aos nossos pés. Fantástico! Para sul, O porto de Viana, a linha da costa, Esposende, os prédios da Póvoa adivinhavam-se... 
Mais abaixo, o miradouro das bandeiras...estavamos no ar. Era só um saltinho e estavamos na praia...
Continuamos a descer por um caminho ancestral composto por lages de pedra moldados pelos rodas dos carros de bois, escorregadio, cheio de árvores caídas, folhagem, pedras a lembrar tempestades recentes.
Por fim chegamos a Carreço outra vez. A chuva apareceu a receber os caminheiros.
Foram 20 km, pouco mais de 6 horas de caminhada, um desnível global de 510 metros.
Mais um dia para não esquecer.
Boas Solas!