quarta-feira, 16 de março de 2011

Caminhadas no Gerês - 19 e 20 de Março

Os "Boas Solas" partem para novas caminhadas!

19 de Março, Sábado
Pelo trilho da Vezeira
Fabião - Rocalva - Fabião


Percurso:
Distância: 17,5 km
Caminho: trilho de montanha e caminho de pé-posto na sua quase totalidade, estradão (só perto de Fabião)
Altitude mínima: 350 m
Altitude máxima: 1250 m
Nível de dificuldade: elevado (na minha apreciação 7 a 8, numa escala de 0 a 10)
Duração: 7 horas
Instruções: as do costume para quem vai para a montanha (ver neste blog), levar merenda, água, barras energéticas de reserva, vestuário para o frio e calor, calçado apropriado, bastões, lanterna, documentação do percurso, bússola, etc.; a esta distância, a previsão é de bom tempo, com sol e algumas nuvens.
Importante: como esta caminhada é uma iniciativa de grupo de amigos e não formalmente organizada, cada um vai por sua conta e risco, não podendo sob pretexto algum, imputar responsabilidade a quem quer que seja, nomedamente a quem tomou a iniciativa de recolher e distribuir toda a informação para se realizar a caminhada.


20 de Março, Domingo
Ermida - Pte de Vargas (cascastas do Haiti), Pte das Relvas - Ermida
Distância: 7,5 km
Caminho: estradão e caminhos
Altitude mínima: 232 m
Altitude máxima: 500 m
Nível de dificuldade: baixo, na minha apreciação 3 numa escala de 0 a 10
Duração: 2,5 horas


Previsão meteorológica para Sábado e Domingo: Sol, vento fraco de leste, mínima 4ºC, máxima 17ºC

terça-feira, 1 de março de 2011

Gerês...

Sábado
Pelos trilhos de montanha, partida e chegada na aldeia do Fabião
Subir, subir, subir...
Mas depois descer, descer.
Regresso às mariolas...
Aos trilhos dos pastores, aos currais, aos pradros...
os rios e lagoas
as montanhas, a vista a perder de vista
dos 500 aos 1000 metros de altitude
em preparação..
De 15 a 20 km, 6 a 7 horas de caminhada, dificuldade média a elevada
mas nada que amedronte os Boas Solas treinados...
Subir escadas, subir escadas...

Domingo
...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Balugães a Ponte de Lima

Foram 20 km de um lindíssimo passeio entre Balugães e Ponte de Lima, que foram percorridos em 4 horas e 45minutos de caminhada, mais uns curtos tempos de paragem para umas sandes e café.
Paco, Henrique, Cidália, Antero, Fernanda, Cristina, Susana, Lígia, Orlanda, Zé, Carlos, foram os 12 caminheiros do Boas Solas que tiveram o privilégio de fazer esta caminhada num dia que mais parecia de Primavera que de Inverno.
Partimos de Balugães às 10H00 conforme o previsto, depois de termos ido deixar os carros a Ponte de Lima. De uma paisagem de cariz mais urbano em Balugães sobre a protecção do Monte da Carmona, que tínhamos subido na última caminhada, passamos para uma paisagem de belíssimos campos, subindo lentamente até Vitorino dos Piães, abrigada na encosta solarenga da Serra da Nora.
Passada a “portela”, aqui começou a nossa descida para o vale do Rio Lima, numa paisagem soberba, um anfiteatro de deliciar qualquer um, tendo como pano de fundo a Serra de Arga, resplandecendo o seu granito. O Santuário da Nossa Senhora do Minho situado no seu topo, a mais de 700 metros de altitude, só em hora mais tardia se deixou mostrar, quando da névoa se libertou.

Foi o caminhar entre campos e quintas bem tratados e também sumptuosas casas e palacetes de outros tempos, hoje muitos deles aproveitados para turismo de habitação. Assim andamos até chegar às margens do Rio Lima e por fim à incomparável Vila de Ponte de Lima, sempre um espanto.
Passamos pela Ponte da Guia para a outra margem, fazendo prova também que o Rio Lima não era o lendário Rio Lethes. E se perdemos algo, a memória não foi… pois rapidamente nos lembramos que a hora dos petiscos se aproximava…


Passeámos ao longo da margem até à Ponte Velha e visitámos os Jardins temáticos do Arnado com o seu Museu Rural. Valeu a pena.
Era hora de atravessar a Ponte Velha e entrar no burgo que nunca quis ser cidade. Era hora de dar descanso às pernas mas não à brincadeira.
Mais uma etapa do Caminho Português de Santiago, mais Boas Solas!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

De Balugães a Ponte de Lima pelo Caminho de Santiago - 26 de Fevereiro de 2011

Caros amigos, aí estamos outra vez!
O processo da logística ainda está em aberto, mas considerem para já este programa:


Serão 20 km que serão "palmilhados em cerca de 5,5 horas. Chegaremos à Ponte da Guia já em Ponte de Lima por volta da 14:45 e daremos início a um percurso urbano, atravessando a ponte para a margem direita, através de jardins ao longo do rio e mais em cima chegaremos à Ponte Velha na cidade. Aqui, antes de entramos na cidade, visitaremos o Parque do Arnado.
Concluiremos  a nossa caminhada por volta das 16:00 onde tentaremos como de costume "arranjar um local" para petiscar.
No fim do petisco, e já de carro e se tivermos ainda ânimo, poderemos ir "espreitar" o Solar e as Lagoas de Bertiandos.
A previsão meteorológica a esta distância, é de bom tempo (como sempre...).
Boas Solas!

IMPORTANTE: 8H00 - hora de encontro e partida na Estação de Serviço da GALP na A3 a seguir às portagens da Maia como de costume.

http://www.cm-pontedelima.pt/
http://www.lagoas.cm-pontedelima.pt/

domingo, 13 de fevereiro de 2011

De Barcelos a Balugães pelo Caminho de Santiago - 12 de Fevereiro de 2011

Um dia bonito, praticamente primaveril.

O troço dos Caminhos de Santiago entre Barcelos e Ponte de Lima era apontado em todos os relatos do Caminho Português de Santiago como um dos mais bonitos. A expectativa não foi gorada! E se o caminho já era bonito, a subida ao Monte da Carmona junto a Balugães, ultrapassou as expectativas. Daqui foi possível desfrutar de uma vista fantástica sobre o vale do rio Neiva, desde o Alto da Portela a sul por onde tínhamos passado, a norte a Serra da Nora, onde se escondia Ponte de Lima, o mar lá ao fundo a Oeste.
Tudo começou em Barcelos, linda cidade onde tínhamos acabado a etapa anterior.
Eram 10:15 numa manhã fria e de nevoeiro.
Se o percurso inicial ainda foi por entre ruas da cidade,o caminho trilhou-se ao longo dos caminhos rurais, passando por entre vales, campos, casas e bonitas aldeias, com sinais marcantes do caminho religioso que estávamos a palmilhar, tal a frequência de capelas e igrejas. Do “planalto” de Barcelos começamos a descer para um vale, vendo ao longe o Alto da Portela, a depressão no recorte do horizonte e que une duas montanhas. Este é o local ancestral de passagem para o vale do Neiva, em cujo lado Norte se situava Balugães, destino da nossa caminhada.
Depois de uma boa descida, espera-nos sempre uma boa subida… Assim fizémos e chegámos a Aborim. Daqui já se via todo o vale do Neiva, Balugães ao fundo e na encosta do monte que iríamos subir, programa “extra”… Daqui à Ponte das Tábuas foi um saltinho…onde atravessamos o Rio Neiva e aí paramos para a merenda e um merecido descanso.
Retomamos a nossa caminhada, passámos por Balugães para um saboroso café e subimos ao Santuário da Nª Sª da Aparecida. Ali existe uma capela construída sobre o penedo onde ocorreu o milagre de João Mudo (que recuperou a fala) e onde confirmamos que todos estávamos em graça, pois conseguimos passar sob um corredor muito baixo e estreito cavado no penedo . Cumpriu-se assim mais uma vez a crença…
Tínhamos ”palmilhado” 15 km de fácil caminho. Começava agora o programa extra, o bónus…a subida ao Monte da Carmona, procurando o seu cume e o Castro de Balugães, vestígio da Idade do Ferro. O esforço justificou a fantástica paisagem! Alcançamos o seu cume e os vestígios da povoação pré-histórica, completamente abandonada e em total ruína. Uma pena, Balugães…
O resto é o costume. O regresso, o convívio, sempre tão agradável, desta vez, na Taberna do Simões, já em Barcelos!
Foram 19 km e 5 horas e 45 minutos de caminhada.
Até à próxima etapa!

The Human Planet

Série que estreou este mês de Janeiro na BBC One. Fantástico!
Visualizem em HD, coloquem som em força e voem!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Caminhada 12 de Fevereiro - Caminhos de Santiago: de Barcelos a Balugães

Tudo confirmado! Bom tempo! Contagem decrescente!

Programa

7:45 Estação de Serviço da GALP - A3 a seguir às portagens da Maia
8:30 Chegada a Barcelos para a "largada" dos caminheiros, que ficam a aguardar pelos "condutores", que levam as "mulas" para Balugães e regressam numa só.
9:30 Largada para a caminhada
12:45 Ponte das Tábuas para umas sandocas junto ao Rio Neiva (levar)
15:00 Balugães - Castro de Balugães - Balugães
Fim da Caminhada (já depois de subida ao monte)
Regresso a Barcelos para um passeio pela zona histórica e uma "petiscada" em local a definir.

Previsão meteorológica: como sempre, bom tempo!
Boas Solas!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Espaço para sugestões

Novas caminhadas, novas propostas... basta deixar nos comentários... ao alcance de um clique!
Um boa caminhada, um bom local para conviver no fim, é a receita que se procura!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Nova Caminhada - 12 de Fevereiro! Caminho de Santiago.

Caros amigos caminheiros, uma nova caminhada em preparação!
Tentaremos continuar nos Caminhos de Santiago, agora entre Barcelos e Ponte de Lima. Estamos a estudar a possibilidade de fazermos uma etapa entre Barcelos e Balugães, dividindo assim a distância total de 33km a meio, com possibilidade de no fim cada um poder verificar se está em graça... e em conjunto podermos visitar uma povoação pré-histórica... para além do programa gastronómico "à maneira" em  local a determinar.
Aqui vai!

Percurso: Barcelos - Balugães (Capela Aparecida, subida ao Penedo da Peneirada e ao Castro no Monte da Carmona)
Distância total: 19 km (15 km entre Barcelos e Balugães, o resto é subida ao monte e regresso)
Grau de dificuldade: fácil a moderado
Programa das festas: em preparação, vejam os próximos capítulos!

"A passagem por Balugães é parte da etapa que liga Barcelos a Ponte de Lima. A Freguesia que faz a ligação com Balugães é Aguiar, na qual o Caminho de Santiago foi abandonado, pelo que teremos de contornar parte do traçado e retomá-lo mais adiante. Para entrar na povoação de Balugães, atravessamos depois o Rio Neiva, pela Ponte das Tábuas, em grandes lajes de granito, que substituiu uma outra, de tábuas, referida já no séc. XII, logo de seguida será necessário atravessar a Estrada Nacional (Cuidado). Aqui cruzavam-se dois caminhos de Santiago, um na direcção de Viana do Castelo e outro para Ponte de Lima, por este seguirá o Percurso. Vale a pena visitar o Santuário de Nossa Senhora da Aparecida (séc. XVIII) no qual existe uma capela construída sobre o penedo onde ocorreu o milagre a João Mudo, pelo que recuperou a fala, existe um corredor muito baixo e estreito cavado no penedo, pelo que, segundo a crença, só passa quem estiver em graça (experimente!). Neste local realiza-se uma grande peregrinação anual, no dia 15 de Agosto.

Continuando a subida até ao topo do Monte da Carmona, veremos os vestígios de um povoado da Idade do Ferro, e podemos desfrutar de uma vista fabulosa sobre o vale do rio Neiva e o mar"

http://www.balugaes.maisbarcelos.pt/?vpath=/inicio/santiago/

Boas Solas!




Fonte: A Pilgrim's Guide to the "Camino Português"
(guia interessante para quem quer saber mais sobre o Caminho de Santiago)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Vila do Conde a Barcelos - Caminho de Santiago



Foi o recorde da distância percorrida numa caminhada! Foram 33 km a "pedantes", 31 km entre a estação de Metro de Stª Clara em Vila do Conde até à entrada da ponte medieval entre Barcelinhos e Barcelos, mais 2,0 km até à Estação da CP. Como sempre, uma primeira fotografia dos 17 caminheiros em Vila do Conde (Paco, Becas, Henrique, Cidália, Antero, Fernanda Casal, Cristina, Carlos Alba, Orlanda, Zé, Macedo, Branca, Jorge Cavaleiro, Jorge, Fernando, e André).
Logo depois, no dobrar da esquina, um primeiro café na ... Mesquita (no... café Mesquita).
Estradas entre as diversas freguesias se palmilharam, com mais ou menos trânsito. Durante a manhã, de realçar a Ponte sobre o Rio Este e a queda de água da Touguinha, Igreja e antigo convento? da Junqueira, a Ponte dos Arcos, e finalmente São Pedro de Rates, povoado ancestral onde chegamos (12:00) e onde comemos a nossa "sandoca"  frente à sua Igreja Românica (3 horas e 13 km de caminhada).
Daí para a frente foram caminhos entre campos, grandes propriedades e casas de lavoura, até chegarmos à estrada entre Vilarinho e Barcelos, com significativo trânsito a merecer cuidados redobrados. Uma paragem técnica para um café no famoso "Pedra Furada", o reagrupar da malta, um brevíssimo descanso (20 km percorridos).
Um pouco mais à frente desviamos para o Monte da Franqueira, "atacando" o seu cume que fica a 300 m de altitude. Não se vislumbrando o mar pois a visibilidade era reduzida, pelos menos as torres de Ofir não escaparam, mas houve quem afirmasse que ouvia o bater das ondas...
Barcelos estendia-se na vertente a Norte, era já ali...foi só descer...
Às 16:55 chegou o primeiro caminheiro à entrada da ponte medieval entre Barcelinhos e Barcelos. Reagrupar os mais avançados, partir para a Estação onde se chegou às 17:20, já era praticamente noite. Enquanto a malta restante penava pelo caminho... outros deliciavam-se com chá e torradas, outros com malgas de tinto, uns pratinhos de rogões e arroz de coelho. Os últimos chegaram às 18:00 e como o comboio para o Porto partia às 18:15, o convívio geral ficou o comboio...
Que me perdoem...
Cumpriu-se assim mais uma etapa do Caminho de Santiago. Venha a próxima!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Caminho de Santiago - 15 de Janeiro - Vila do Conde a Barcelos

É já este sábado!

Depois de uma 1ª etapa de Leça a Vila do Conde (do Rio Leça ao Rio Ave) realizada no passado mês de Novembro, uma 2ª etapa do Caminho de Santiago se irá realizar, desta vez de Vila do Conde a Barcelos, também entre 2 rios, o Rio Ave e o Rio Cávado (a 1ª foi do Rio Leça ao Rio Ave).

Programa:
Distância: 29 - 30 km (nota 1)
Tipo de caminho: fácil e bom, na quase totalidade estradas secundárias municipais, estradas dentro de povações, alguns caminhos, cerca de 1 km em estrada principal
Desnível: pouco acentuado, com excepção a subida do Monte da Franqueira, já próximo de Barcelos, onde atingiremos os 295 m de altitude.
Dificuldade do percurso: média pela distância; (andamento a 4,5 km / hora, 7 horas de caminhada).
Paragens: muito curtas para visitas a monumentos, tirar fotos, café, xixi, almoço volante (o melhor é levar umas sandocas para almoço, para não se perder tempo)
Duração: 7 horas
Previsão meteorológica: céu com algumas nuvens, vento de sul fraco, temperatura máxima 14ºC, mínima 2ª C.
S. Pedro é caminheiro!



Nota (1): se houver necessidade o percurso pode ser encurtado na parte final, próximo já de Barcelos, não se fazendo o desvio para o Monte da Franqueira, mas seguindo-se directamente pelo Caminho para Santiago (podem ver no mapa). Esta opção reduz o percurso em aproximadamente 2,5 km.

Horário:
- quem quiser apanhar o Metro em Rio Tinto:
7:44 Metro Rio Tinto (chegada ao Estádio do Dragão às 7:53, sair, validar outra vez o andante, entrar noutro Metro, 6 minutos de margem).
7:59 Metro no Estádio do Dragão em direcção Póvoa de Varzim
8:52 Saída estação de Metro Santa Clara (Vila do Conde) / novo ponto de encontro / início da caminhada
16:30 Chegada prevista a Barcelos
18:17 Comboio R/U Barcelos - Campanhã
19:40 Campanhã (ligação depois por Metro para o Estádio do Dragão e Rio Tinto)

Recomendações especiais:
- não devem faltar "vendas" pelo caminho para se comprar água, pelo não será necessário partir muito "carregado"
- vestuário para o frio e para a chuva... reconfigurável se estiver mais quente (o que será difícil...)
- calçado confortável para longa caminhada
- umas sandocas para almoço e para de vez em quando (para evitar paragem prolongada)
- Deveremos chegar a Barcelos de dia, mas como mais vale a pena prevenir que remediar (estamos no Inverno), será prudente levar pequenas lanternas ou reflectores de colocar no vestuário, visto sermos "obrigados" a caminhar em convívio com trânsito rodoviário em algumas partes do percurso, mesmo que muito reduzido.


 
Planeamento da caminhada

domingo, 28 de novembro de 2010

Caminho de Santiago - Do Leça ao Ave - 27 de Novembro

Depois de uma viagem de Metro para Matosinhos, demos início à caminhada às 9:10. Manhã de sol mas fria, aragem de leste, um mar azul chão, uma visibilidade que permitia ver a Póvoa já ali...
Um dia fantástico, S. Pedro é caminheiro! E... que me perdoem quem não nasceu com esta virtude... pois saindo do "Dragão" só se poderia adivinhar boa coisa... Mas vamos ao que interessa...
Passadiços de praia em quase todo o caminho praticamente até Angeiras, depois umas travessias pela praia e estrada à beira -mar. Angeiras e Vila Chã com os seus barcos e gentes da pesca, S. Paio, lugar mítico e pré-histórico, Mindelo, praia de infância (A Guilhada, o Cão, o Gato), onde aterramos às 13:00 para uns camarões da costa para uns, tremoços para outros e para outros nem isso...uma cervejinha, café para todos! Uma costa deserta, uma mar imenso, uma praia e uma esplanada só para nós...
Fizemo-nos à "estrada" às 13:40. Pela praia fomos até Azurara e daqui até a Vila do Conde foi uma "perninha", onde chegamos às 15:00. Percurso histórico primeiro por entre o burgo, tratamento de recuperação no MESTRE depois, saborendo-se as famosas francesinhas...
Foram 23 km e 6,50 horas de saboreosa caminhada... de boa disposição e amizade! Mais uma para não esquecer!
E nota importante! Com esta caminhada, os Boas Solas conseguiram superar os km efectuados em 2009 sem os Caminhos de Santiago, ou seja 160 km contra 140 km.
2011 promete!
Boas Solas!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do Leça ao Ave - 27 de Novembro

Só faltam 2 dias...

De Leça ao Ave sempre à vista do mar
ainda não é Santiago, mas a caminho se pode passar
Chegando a burgo centenário de tanto encantar
Boas Solas, com tanta maresia e tanto esforçar
no "Mestre" se tem que recuperar!

Programa

8:15 - Estação de Metro do Dragão (hora para se apanhar o Metro, chegar uns minutos antes...)

9:00 - Local de partida, Matosinhos (junto ao mercado, ponte móvel de Leça)

Distância estimada: 24 km (22 km até á entrada de Vila do Conde + 2 km entre portas)

Duração prevista: 6 horas (breve paragem para sandoca "volante" e café em Vila Chã / Mindelo, paragem para "recuperar" só no destino...)

Tipo de caminho: passadiços, caminhos e estradas de praia, quando não houver pela areia...

Nível de dificuldade: fácil pelo piso na sua quase totalidade, sem desnível, médio pela distância e nalgumas partes em que se terá que caminhar pela praia)

Local de chegada: Vila do Conde (zona histórica)

Hora de chegada: 15:00 (depois ida ao Mestre para recuperar)

Hora de partida para regresso ao Porto (de Metro): 17:21

Hora de chegada prevista ao Estádio do Dragão:

Previsão meteorológica em 2010.11.24 para sábado, dia 27: vento nordeste fraco a rondar para Norte para o fim da manhã, tempo fresco (máxima 10ºC), céu limpo ou pouco nebulado, um dia excelente para caminhar (levar tapa vento e gorro...)

domingo, 24 de outubro de 2010

PR9 - Rota do Xisto - Arouca - 23 de Outubro

Foi talvez um dos percursos mais difíceis, não tanto pela sua distância, mas sim pelos “sobe e desce” de todo o percurso com elevado desnível e "má" qualidade de piso nalguns troços, em especial na sua parte final desde a descida para a Praia Fluvial do Vau, o caminho ao longo do Rio Paiva em caminho cheio de ramos, algo instável, onde praticamente cabia uma só pessoa e com vista para o rio e penedia, uns bons metros abaixo…, acabando numa longa subida na zona dos Moinhos a caminho da Freguesia de Canelas, onde tínhamos começado.

Foram cerca de 17 km bem medidos (o meu GPS marcou cerca de 18 km), 6 horas e quarenta de caminhada contínua a uma média global de 2,8 km/h, mais 30 minutos de merenda, perto do miradouro (penhasco) donde se vê o Rio Paiva, a Cascata das Aguieiras, a Freguesia de Alvarenga e muito mais, num cenário de cortar a respiração (literalmente suspensos sobre o abismo).
Começamos a uma altitude de 290 metros, atingimos a cota máxima de 591 metros logo após o CIGC – Centro de Interpretação Geológica de Canelas que visitamos (vale a pena), descemos até à cota mais baixo de 107 metros, a molhar os pés no Rio Paiva. No total foram 721 metros de subida acumulada e 720 metros de descida, num carrocel…
A destacar… muita coisa: a boa disposição dos 18 caminheiros, a paisagem, a dificuldade do percurso, o CIGC, a vista para a Cascata das Agueiras, o vale profundo do Rio Paiva, o caminho entre a Praia Fluvial do Vau e os Moinhos ao longo do rio, cheio de vegetação cortada, estreito e a merecer muita atenção em alguns partes que em dia de chuva se tornaria de certeza algo perigoso e nada aconselhável (a alternativa seria abandonar nessa parte o PR9 e seguir pelo GR28 até Canelas pelo interior).
Um rota classificada de média a elevada dificuldade, a justificar de facto e a recomendar!
Mais um dia para recordar, agradecidos pela companhia e amizade dos nossos amigos, ao povo que ao longo de séculos construiu aqueles caminhos e aldeias e os estima, à Mãe Natureza por tudo o que ainda nos pode proporcionar.
Boas Solas!

domingo, 17 de outubro de 2010

PR9 - Rota do Xisto - Arouca - 23 de Outubro

Os "Boas Solas" iniciaram a época em ritmo elevado. Depois do Gerês, já partem para outra aventura!
Desta vez é o PR9 - Rota do Xisto no Geoparque de Arouca.



Percurso pedreste de pequena rota marcado (esperemos...)
Partida e Chegada: Igreja Matriz de Canelas
Extensão: 16 km
Duração: 6,5 horas
Nível de dificuldade: médio a elevado
Previsão meteorológica: bom tempo, céu com poucas nuvens, vento de noroeste fraco, 15ºC máxima

E como marinheiro que vai ao mar se prepara em terra, aqui vai o estudo do perfil de altitudes e dos tempos...


Boas Solas!

domingo, 10 de outubro de 2010

Por entre as nuvens! Trilho do Castelo - Gerês - 9 de Outubro


19,5 km, 6h e 40 minutos de pura, dura e fantástica caminhada... entre as nuvens, entre o sol...
Começamos em Covide...às 10:30.
O trilho, com uma primeira parte de significativo declive ao longo da encosta, cada vez mais íngreme da serra que subiamos (serra de Stª Isabel), exigiu uma navegação cuidada pela carta militar. Por vezes lá se avistava a albufeira na zona do Rio Caldo, a imponência da Calcedónia, as côres das nuvens, as montanhas do Gerês, a natureza que só o Gerês nos pode presentear.
 Para além das condições dificeis de visibilidade que pioravam à medida que subiamos (andavamos no meio das nuvens e o grupo alongava-se...), as marcações desapareceram a determinado ponto. Valeu as mariolas que se foram também... e a navegação cuidada. Mesmo assim no local da Quebrada, a sensação era que estavamos suspensos no ar e só viamos o chão que pisavamos... Mais não restava que subir a encosta à procura do trilho e de caminho mais seguro que se adivinhava na leitura da carta. No meio da névoa e depois de 50 e pico metros de "quase escalada" na opinião de muita boa gente... encontramos "caminho de jeito". Valeu! Experiência mágica! Continuamos durante algum tempo à nossa direita com poderosas fragas.
Depois destas 2 horas de caminhada dificil, estavamos já no planalto da serra e aqui tudo apareceu: o sol, os garranos, os rebanhos, os cães dos pastores, o cabrito adivinhado no prato... as grandes paisagens. Mais à frente a aldeia do Monte, onde junto à sua Igreja merendamos. Eram 14:00, já levavamos cerca de 3 horas e meio de caminhada.
O regresso foi pela aldeia da Seara, onde passamos às 15:00 e na qual decidimos alterar o percurso e regressar por caminho certo na carta militar, mais longo, atravessando e descendo a serra pelo seu lado norte na direcção da aldeia de Padrós que ficava já perto da estrada que nos levaria a Covide. Percurso também a merecer palmilhar pelas paisagens e caminhos seculares na descida.
A merecer nota negativa nesta jornada, as marcas dos incêndios por todo o lado, nos pastos... e o mau estado ou desaparecimento das marcações de um trilho, supostamente classificado como um PR e divulgado como tal. Parece que existe quem não gosta de caminheiros e montanheiros por aquelas bandas...ou quem não cumpra a sua função. É pena. Mas o que interessa é caminhar!